O vereador e deputado eleito Marcell Moraes (PV) defendeu nesta
terça-feira (2) que o decreto assinado na semana passada que
regulamentou a
lei que pune quem não der correta destinação ao lixo
“beneficiou indiretamente” outro projeto proposto por ele em abril do
ano passado, que proíbe o sacrifício ou mutilação de animais durante
atos religiosos. A proposição foi alvo de polêmica entre os integrantes
de religiões de matriz africana e do movimento negro. Da Lei nº. 8.512,
Marcell destacou inciso XV do artigo 7º da Lei nº 8.512, que institui o
programa, veta a colocação de animais ou parte de animais mortos nos
logradouros da capital, com multa que varia entre R$ 64 a 1.008 reais. O
edil informou que deve reapresentar seu projeto ao assumir sua cadeira
na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). "Não tenho nenhum problema
com as religiões de matrizes africanas. Durante a minha campanha,
inclusive, recebi apoio do maior terreiro de Candomblé de Cajazeiras.
Fico feliz com a proibição da matança explícita de animais nas ruas de
Salvador. Todo mundo achava bonito criar passarinho em gaiola, animais
de circo e galos de briga. Há a tendência de mudança. Daqui a 20 ou 30
anos, a ausência dos sacrifícios será uma coisa comum. Entendemos que,
na prática do exercício da religiosidade, não há a necessidade de que
animais indefesos sejam sacrificados ou mutilados para que deuses venham
agir para trazer benefícios pessoais, espirituais ou materiais a quem
quer que seja", argumentou.