“Foram muitos, muitos tiros de uma só vez nos rapazes”, diz morador do local onde jovens foram baleados por policiais militares; governador da Bahia afirmou que, por ora, nenhuma medida será tomada, pois não há “indícios que teve atuação fora da lei”
Um morador do bairro Cabula, em Salvador (BA), onde doze jovens foram mortos por policiais militares na madrugada da última sexta-feira (6), afirmou que as vítimas estavam desarmadas e rendidas no momento da execução. O homem, que não quis se identificar, falou ao jornal Correio, da capital baiana.
“Foram muitos, muitos tiros de uma só vez nos rapazes que estavam desarmados”, afirmou. De acordo com ele, os disparos foram feitos em um campo de barro, rodeado por uma mata fechada. Um grupo de rapazes teria descido da viatura já sob a mira das armas dos PMs, e foi colocado de frente para o matagal e de costas para os policiais. “Todos estavam com as mãos para cima, outros com a mão na cabeça. Foi quando um PM obrigou um dos rapazes a sair com eles. Antes, o garoto foi quebrado na porrada”, completou o homem.
“De repente, ouvi rajadas. Me abaixei. Quando ouvi que não tinha mais nada, todos os rapazes estavam no chão”, contou a testemunha. Outros residentes da área confirmam as informações. “Os meninos estavam todos reunidos no campo, quando foram cercados pelas viaturas. Espancaram todos”, relatou uma mulher. “A polícia não tem o direito de fazer o que fez. A polícia é paga para proteger e não matar aleatoriamente”, declarou outra.
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